Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros

Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

 

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente,

os homens presentes, a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

Comentário: Realmente, a preocupação em ser alienado é algo comum, veja Carlos Drummond de Andrade. Deveríamos fazer como ele: chega de reproduzir maquinalmente aquilo que vemos e ouvimos dos meios de comunicação! Agora é hora de pensar, refletir e procurar uma solução que nos traga um mundo melhor. Nada de fugir ou ignorar, de lembrar do passado ou de lamentar o presente e esperar por um futuro melhor! Vamos dar as mãos, voltar nossas mentes para o ‘hoje’, porque dele dependemos e somos a chave que o futuro sempre aguardou e aguardará!

Humberto R. Carvalho dos Santos, Lorena Cháboli dos Santos  e Maria Eduarda P. Sousa -  alunos 3º  Colegial CCM 


Postado em 27/05/2016
Por: A Redação
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