Cirurgias eletivas continuam suspensas na Santa Casa

Diretor clínico afirma que dívida com os médicos chega a R$ 4 milhões

PARALISAÇÃO: Dr. Lúcio Flávio afirmou que cirurgias continuarão suspensas e não previsão para retomar o serviço. Tininho Júnior

As cirurgias eletivas (não urgentes) permanecem suspensas na Santa Casa de Barretos. Em assembleia do corpo clínico realizada na quarta-feira (31), os médicos decidiram manter a paralisação iniciada no dia 8 de agosto.

O diretor clínico Lúcio Flávio Fernandes afirmou que a dívida da instituição com os médicos chega a R$ 4 milhões e que não prazo para retomada dos procedimentos.

“São dívidas antigas e recentes e o que preocupa é que o hospital fez recentemente um empréstimo de R$ 25 milhões na Caixa Federal. A Santa Casa vendeu o plano de saúde que era um grande ativo, que de acordo com esta administração dava prejuízo, embora outras gestões neguem. Então nos perguntamos por que o hospital está nestas condições”, disse. O médico disse que o atendimento a casos urgentes continua normalmente. “Nenhum paciente que precise de atendimento de urgência e emergência será prejudicado por isso”, esclareceu.

Ele negou que os médicos tenham recebido qualquer quantia desde a entrevista do diretor geral do HC, Henrique Prata, que declarou que ajudaria a Santa Casa com uma conta garantida para quitar o débito com o corpo clínico e funcionários.

“Com relação a esse empréstimo pelo qual ele iria interferir, até o momento não temos nenhuma posição da administração do hospital e nada foi pago para os médicos até porque não houve esse empréstimo até agora”, acrescentou Lúcio Flávio.

CEDIB

O diretor clínico confirmou que o CEDIB, responsável pelos exames de diagnóstico de imagem da Santa Casa, também paralisou os procedimentos por falta de pagamento desde ontem.

O Cedib, que é o laboratório de imagens que atende a Santa Casa com raio-x, tomografia, ressonâncias e outros, está deixando de atender os casos eletivos do hospital, devido a uma dívida que está em torno de R$ 750 mil. Parte dela tinha sido renegociada, mas a Santa Casa deixou de pagar tanto a renegociação quanto o valor mensal que deveria”, ressaltou.

MINISTÉRIO PÚBLICO

O diretor clínico afirmou que a situação de falta de pagamento aos médicos foi encaminhada ao Ministério Público. “A pedido do corpo clínico, o qual represento, foi orientado que deveríamos montar um processo e encaminhar alguns documentos ao Ministério Público, que iniciantemente foi quem orientou e sugeriu ao prefeito que fizesse a intervenção. Estamos conversando com o promotor Wilson Rogério, que está reanalisando alguns dados da Santa Casa e algumas colocações do corpo clínico. Esperamos que o promotor possa nos ajudar”, disse.

O dr. Lúcio Flávio ressaltou que o movimento de paralisação dos médicos não tem relação com questões políticas, que a situação de falta de pagamento vem ocorrendo meses. Também ressaltou que o movimento é exclusivo dos médicos e não envolve outros funcionários do hospital.

OUTRO LADO

O interventor da Santa Casa, Edson Flausino Silva Júnior, foi procurado pela reportagem, mas não retornou o contato até o fechamento desta edição

Fonte: Jornal O DIÁRIO


Postado em 02/09/2016
Por: A Redação
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