DECEPÇÃO

Boa noite a todos e a todas presentes,

Eu agradeço a oportunidade de poder fazer o uso da palavra nesta casa de leis e, confesso que esta não é para mim uma situação confortável, que falo não apenas em meu nome, mas minha voz ecoa o grito desesperado e por muito tempo silenciado de toda uma população colinense que clama por justiça, equidade e igualdade social. Minha voz ecoa o grito de mulheres e homens, de crianças, jovens, adultos e idosos, de funcionários públicos, empresários e profissionais liberais, minha voz ecoa, principalmente, a voz dos professores, ou seja, a voz de pessoas comuns que decidiram participar ativamente e democraticamente da política municipal, cobrar e fiscalizar seus representantes e não mais aceitar mandos e desmandos sem o direito de voz.

Foi naquele 27 de setembro de 2016, que um ato de imoralidade, o aumento dos subsídios deste legislativo, secretariados e executivo, gerou um mal estar em nossa pequena cidade, após denúncia deste ato no Jornal O Colinense datado de 29/09/2016. Naquela mesma semana nascia o M.P.C. – Movimento Popular Colina. De para participamos ativamente e democraticamente de todas as sessões ordinárias, extraordinárias e audiências públicas desta casa, mostrando que o Movimento do Povo não é uma marolinha como muitos pensaram, contudo é um movimento legítimo que pretende-se firmar neste município.

É importante ressaltar que o que está acontecendo em nosso amado município, não é exclusividade dele. É de conhecimento de todos que o nosso país enfrenta uma grave crise institucional, política e sobretudo econômica, e por conta disso muitos movimentos sociais estão se levantando com uma única bandeira hasteada, a bandeira da luta contra atos inadequados, segundo a lei vigente em nosso país, que lesam a administração pública, isto é existe uma força e luta nacional no combate à corrupção. Podemos dizer que o gigante Brasil acordou novamente e a nossa cidade carinho, sendo parte dele, não poderia ficar de fora. A pequena gigante Colina acordou também.

Neste contexto atual, é preciso falar de política. E nisto nossa cidade está fazendo bonito. Pelos quatro cantos dela, o que tem sido dialogado não é apenas sobre futebol ou novela das 9. O principal assunto de Colina hoje é a política. Isso é muito bom, um movimento de politização em massa, e logo, senão todos, mas boa parte de nossa população será crítica e seletiva o suficiente para escolher seus candidatos que verdadeiramente os representarão durante todo o mandato e não mais serão levados a votar por falácias de campanha.

É por isso que vossas excelências devem estar sensíveis a atender a voz do povo. Um bom político deve ter a qualidade da sensibilidade e nunca permitir que sua consciência se torne cauterizada, incapaz de ouvir as reivindicações daqueles que os escolheram como representantes. A sensibilidade de um bom político dever estar tão sensível a ponto dele antecipar os atos antes que a injustiça seja gerada e estabelecida. É importante relembrar quais são as principais funções de um vereador. São elas: legislar em benefício dos munícipes, fiscalizador atuante do executivo e, um educador político. Cabe ao vereador alertar e conscientizar a população sobre seus direitos, fiscalizar para verificar se algum direito está deixando de ser garantido e legislar para que todos os direitos previstos na Constituição Federal se façam valer em nosso município.

Colocando o nosso Projeto de Lei de Iniciativa Popular no centro deste discurso, afirmo que este além de estar garantido no Constituição Federal art. 61 § 2º também cumpriu todos os requisitos previstos na Lei Orgânica Municipal e Regimento Interno desta casa, antes que fosse aqui protocolado. Cumpriu o requisito da necessidade dos 5% de assinaturas, e dobrando o quórum previsto em lei foram colhidas mais de 1.800 assinaturas.

Mesmo com tudo isso fomos surpreendidos por uma decisão arbitrária que o nosso projeto havia sido tirado de tramitação nesta casa. Recorremos ao Ministério Público e Judiciário e este pela força da lei recolocou-o em tramitação. E hoje estamos aqui para assistir a apreciação de nosso projeto e dialogar e esclarecer o que for necessário.

Caros edis, o que o MPC buscou desde o começo foi que a voz do povo que ecoa nas ruas fosse ouvida e atendida. E é isso que significa e representa esse projeto de Iniciativa Popular. Votar o Sim ou o Não nesse projeto significa, senhores vereadores, ouvir o povo. E esse povo se posicionou no que diz respeito ao valor do subsídio. Agora cabe a vossas excelências a discricionariedade de colocar o projeto em votação.

Finalizando, e citando Martin Luther King, “nós também temos um sonho”. Sonhamos que em nossa cidade reine a justiça, a ordem e a paz. Sonhamos com a excelência de serviços públicos prestados à população. Sonhamos com uma cidade e sociedade menos desigual. Sonhamos que um dia nossa cidade volte a ser a Cidade Carinho para os nossos filhos. E isso começa com vossas excelências votando um Sim para o povo.

José Carlos Constantin Júnior

Tadeu P. Morgado:“Uma vergonha porque os vereadores sabem da crise que o país atravessa e esqueceram-se de ouvir o povo, que não vai esquecer o que aconteceu. Espero que os vereadores contra não se elejam mais, pois não sabem exercer o papel de um agente público de verdade, não sabem e não têm capacidade de ouvir a voz do povo. Eles querem representar o próprio bolso, é o que eles querem. Vamos continuar lutando para melhorar a política da nossa cidade”.

Rafael Alves Lira:“Pensávamos que nossos representantes iriam refletir um pouco e se atentarem para atual situação que o país se encontra e realmente reduzissem esse subsídio que é estratosférico para a nossa realidade. Até alguns vereadores que se diziam a favor do povo e votaram contra o reajuste abusivo que houve em setembro, desta vez foi a favor de manter o salário no atual valor. Estamos um pouco abatidos, mas nada vai nos derrubar. A falta do Ailton e do Limão poderia ter feito a diferença para reverter o placar ou até mesmo empatar. Essas ausências foram sentidas e muito. Eles trataram como algo normal, mas era algo muito especial e novo para mudar a situação da cidade. Nós temos que agir dentro da legalidade e eles têm o privilégio de agir do jeito que acharem melhor, ou seja, dentro da imoralidade. A luta está começando”.

Aldo Aroca:“Fiquei pasmo, estarrecido pela forma como foi votado. O projeto não foi discutido e quem levantou não disse o porquê estava votando contra. Como pode os vereadores não gostarem do povo, eles precisam se aproximar de nós. Nós não queremos mexer no dinheiro deles. Eu gostaria que eles pensassem que vão ganhar R$ 6 mil e poderiam doar R$ 2 mil por mês, teria uma verba de R$ 21 mil mensais para montar uma farmácia popular, melhorar em muito o hospital. Queremos que o vereador melhore sua atuação para que não seja essa vergonha que aconteceu hoje. Essa vergonha de se posicionar contra e não falar porque.

Público protesta raivosamente contra os vereadores que votaram contra o projeto.

Logo após a votação a presidente Edinalva e o vereador Henrique deixaram o plenário e foram achincalhados pelos presentes.

Os vereadores Lupercio, Zaía e Cal, que votaram a favor do projeto, receberam o apoio do público. 


Postado em 03/12/2016
Por: A Redação
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