Tereos compra participação da Petrobras na Guarani

Destilaria da unidade São José, em Colina, que foi inaugurada em agosto de 2011, na presença de representantes da Petrobras.

A empresa francesa Tereos anunciou no último dia 28 de dezembro a assinatura de um acordo para aquisição da participação de 45,97%, detida pela Petrobras na Guarani, por meio de sua subsidiária Petrobras Biocombustíveis. A transação foi avaliada em US$ 202 milhões (cerca de 672 milhões de reais). O negócio ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Através desta transação, a Tereos, que detinha 54,03% do capital social da Guarani, aumentará sua participação para 100%, tornando-se assim a única acionista da Companhia.

Alexis Duval, diretor-presidente da Tereos, declarou: “Estou muito satisfeito com o acordo que alcançamos com a Petrobras e quero agradecê-los pelo seu compromisso com a Guarani desde 2010. Essa transação está em linha com o anúncio da Petrobras de concentrar a sua atuação na exploração e produção de petróleo e gás natural. Para a Tereos, esta aquisição é uma oportunidade para fortalecer sua presença no Brasil, líder global na produção de açúcar”.

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar, com uma participação de mercado próxima a 50% das exportações mundiais. Isso se deve à forte competitividade do Brasil, baseada em seus ativos naturais, principalmente clima e tecnologia da cana-de-açúcar.

A Tereos é o terceiro maior produtor de açúcar do Brasil, por meio de sua subsidiária Guarani. Em um mercado de açúcar com crescimento constante nos países emergentes, esta posição é estratégica para a Tereos.

Na safra 2016/17, a Guarani processou cerca de 20 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para produzir 1,6 milhão de toneladas de açúcar, mais de 630 milhões de litros de etanol e comercializar mais de 1 GWh de bioeletricidade.

PREJUÍZO

Em 2010 quando a Petrobras Biocombustíveis decidiu se associar ao Grupo Guarani, subsidiário da francesa Tereos, a petroleira concordou em investir R$ 1,6 bilhão, em no máximo 5 anos, para obter 45,7% da sociedade. Seis anos após o negócio a estatal, que é o berço do escândalo do “petrolão” resolve desfazer a sociedade por cerca de R$ 672 milhões.

O atual presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que a saída da área de biocombustíveis faz parte do novo plano estratégico da empresa. Ressaltou ainda que, “o etanol é um produto basicamente agrícola e por isso não é uma especialidade da Petrobras”.

Isso tudo contradiz os senhores Edson Lobão (Ministro de Minas e Energia do governo Dilma) e Miguel Rosseto, presidente da Biocombustíveis, quando estiveram aqui em Colina no dia 26 de agosto de 2011. Portanto, neste cenário de desmando e incompetência, o prejuízo da negociação, mais uma vez, será pago por todos nós brasileiros.

O então ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, representando a Petrobras, colhe amostra de etanol na inauguração da destilaria em 26/08/2011. 


Postado em 14/01/2017
Por: A Redação
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