Com receita deficitária Apae atrasa salário de funcionários

O presidente Luiz Henrique e a diretora Maria Alice buscam alternativas para cobrir o déficit na entidade.

Durante entrevista exclusiva à reportagem, o presidente da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Colina, Luiz Henrique Parro e a diretora Maria Alice Polizelli informaram que a entidade vem passando por dificuldade financeira neste início de ano o que causou, pela primeira vez, o atraso no salário dos funcionários por dois meses. Eles esclareceram que, em função de modificações através de Lei Federal no ano de 2016, a porcentagem destinada a pagamento de pessoal não foi suficiente, cabendo a entidade a complementação, o que desestruturou seu orçamento. Lembraram também que o repasse de verbas não é reajustado desde 2012. A Apae atende atualmente 92 pessoas portadoras de necessidades especiais, na faixa etária de 6 meses a 76 anos, de forma gratuita.

“A entidade mesmo sem os reajustes, conseguiu manter durante estes anos todas as suas obrigações em dia, efetuando o pagamento salarial proposto pelo sindicato da categoria e o recolhimento de encargos sociais e impostos que causam grande impacto na receita. Estes tributos devem estar sempre em dia, pois a inadimplência impede o repasse de verbas”, explicou a diretora.

DEFASAGEM

Maria Alice informou que os repasses de verbas estão em dia, sendo que o município destina R$ 6.500,00/mês a título de subvenção. O Estado envia R$ 5.290,00/mês. O Governo Federal repassa R$ 6.075,00/mês e a Secretaria de Estado da Educação R$ 12.500,00/mês. Somados passam de R$ 30 mil. Outra importante receita é do “Sócio Especial” que sorteia os prêmios mensais. A promoção arrecada em torno de R$ 15.000,00/mês. Estas são as fontes mais expressivas, afora pequenas promoções beneficentes, etc. Isso tudo representa um faturamento mensal de R$ 45 mil.

A diretora esclarece que a entidade possui 30 funcionários especializados entre equipe técnica, professoras e demais, cuja folha de pagamento com encargos chega a R$ 54.000,00/mês. “A equipe de funcionários é necessária e exigida para a manutenção dos convênios atuais. Além disso, também temos as despesas com água, luz, alimentação, manutenção do imóvel, de veículos, combustível e inclusive o seguro obrigatório para o ônibus adaptado que a entidade possui para o transporte de cadeirantes”, disse Maria Alice.

APOIO DA COMUNIDADE

“A situação está difícil. A conta não fecha. Somos obrigados a pagar o piso salarial. A Federação das Apaes exige a presença de uma terapeuta ocupacional na entidade, exige que os professores sejam habilitados para a realização de convênios, entre outras coisas que aumentam muito nossas despesas, enquanto que as receitas ficaram estagnadas”, desabafou a diretora.

“Sabemos que atualmente a maioria das entidades enfrentam problemas financeiros até mesmo em função da situação do nosso país, mas a nova diretoria está engajada nesta causa, e para isso irá realizar diversos eventos programados para o decorrer deste ano com o objetivo de arrecadar fundos e continuar honrando os compromissos. Contamos com o apoio da comunidade que sempre foi presente e solidária na causa em favor das pessoas com necessidades especiais”, declarou o presidente Luiz Henrique.

O presidente e diretora agradeceram a solidariedade e compreensão dos funcionários que continuam desempenhando suas funções com total profissionalismo e dispostos a colaborar nos eventos como sempre fizeram.

Neste domingo, a partir das 11 horas, acontece o 1º evento do ano para angariar recursos e combater a crise. Trata-se do “Almoço Beneficente” com adesão de R$ 35,00 e bebida à parte. Mais informações pelo fone 3341-1379.

Alunos durante atividade na Apae que passa por dificuldade financeira.


Postado em 11/02/2017
Por: A Redação
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