Cresce o número de cães abandonados pela cidade e situação necessita de solução

Secretaria Municipal de Saúde pretende implantar projeto para controle da superpopulação de animais

Preocupa o número de cães em situação de abandono pela cidade.

Reportagem: Paula Trotta

O número de cães abandonados nas ruas tem crescido, é fácil ver grupos de animais atrás de fêmeas no cio que, de forma cruel, são deixadas fora de casa pelos donos. O abandono às vezes perdura e os cães são esquecidos à própria sorte, dependendo da compaixão de abnegados seres humanos.

Muitas pessoas se comovem com a situação e instalam na frente das residências casinhas compradas e improvisadas para acolher os animais errantes, vulneráveis a todo tipo de doenças e acidentes. Muitos deles são atropelados e sem o socorro ao veterinário, para o tratamento adequado, mancam e se arrastam pelas ruas em busca de abrigo e comida. Outros animais são “adotados” pelos comerciantes e todo mundo sabe quem são eles. Muitos também encontram um lar, mas a maioria não tem a mesma sorte.

É comum vermos nas redes sociais campanhas para adoção de ninhadas inteiras de filhotes de cães e gatos que foram abandonados nas ruas pelos donos sem coração.

Toda essa situação gerada pelo abandono causa muitos problemas, como ataque às pessoas, zoonoses, aumento da população canina e felina que sem um controle acaba crescendo sem limites, mas o maior deles é o sofrimento desses animais que, sem um lar, muitas vezes acabam morrendo doentes, sozinhos e esquecidos. Mediante a tudo isso é preciso fazer uma pergunta: Será que o cão ainda é o melhor amigo do homem?

ONG NÃO SAIU DO PAPEL

A reportagem entrou em contato com a ONG, criada em setembro de 2013, para cuidar de animais abandonados. Este jornal inclusive publicou várias matérias na época sobre as reuniões realizadas para a criação da diretoria e do Conselho Fiscal, mas a organização não governamental nunca saiu do papel. Este semanário até entrou em contato com alguns dos membros e idealizadores do projeto que foi inclusive bandeira de campanha de ex-vereador, mas ninguém quis se pronunciar a respeito do assunto. Pelo que se sabe, a falta de um local apropriado para abrigar os animais foi uma das muitas dificuldades enfrentadas que inviabilizou o funcionamento.

PROGRAMA DE CASTRAÇÃO ESTÁ PARALISADO

Em 2014 a Vigilância Sanitária criou um projeto para castração dos animais abandonados para evitar a procriação sem controle, inclusive com a construção de um abrigo transitório (canil) na Escola Agropecuária que cedeu o espaço para abrigar os cães apreendidos. Entramos em contato com a secretária municipal de Saúde, Dra. Sadia Daher Rodrigues Ferreira, que em nota fez os seguintes esclarecimentos:

“Em fevereiro de 2014, a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria da Saúde, deu início ao programa de castração de cães abandonados, conforme Decreto Municipal datado de outubro de 2013. As esterilizações cirúrgicas foram realizadas por clínicas veterinárias contratadas particulares, uma vez que possuem a estrutura e os equipamentos necessários.

Foi montado um abrigo transitório para os cuidados pós-operatórios na Escola Técnica Agropecuária Municipal ‘São Francisco de Assis’. O programa contou com a parceria da Secretaria de Educação e Cultura, que disponibilizou não só o local, mas um funcionário para alimentação e trato diário dos animais. O recolhimento dos cães era realizado pela equipe da Vigilância Sanitária.

Os animais recolhidos e cadastrados foram os considerados “comunitários”, que são aqueles mantidos pela comunidade, ainda que não possuam responsável único e definido. Após o pós-operatório, os cães foram soltos no lugar de origem.

A iniciativa realizou a esterilização cirúrgica (castração) em 86 cães, sendo 56 fêmeas e 30 machos.

Devido à necessidade de readequação da estrutura física do abrigo, bem como a contratação de recursos humanos para o cuidado especializado aos animais no pós-operatório até a soltura, o projeto parou de realizar a captura dos cães em Dezembro de 2014.

No entanto, a nova gestão municipal, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, vem realizando um estudo por meio de levantamento bibliográfico e visitas técnicas a municípios que possuem centros de castração animal e canis municipais, onde o resultado foi à criação de um novo projeto voltado ao Controle da Superpopulação de Animais (Cães e Gatos) no município de Colina, que está sendo analisado para parecer final.

O objetivo desta Secretaria é em breve, estar realizando um trabalho consciente, por meio de ações humanitárias para o controle populacional desses animais”.

Algo realmente precisa ser feito porque os animais são seres vivos que têm emoção, sentem dor e necessitam de cuidados. Não podemos aceitar essa situação de abandono sem fazer nada.

O cachorro ainda é o melhor amigo do homem???


Postado em 29/07/2017
Por: A Redação
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