Secretária confirma que Jaborandi enfrenta epidemia de dengue

Pacientes atendidos na rede particular, inclusive em municípios da região, não são incluídos na estatística do município

A contradição nos números oficiais de dengue com o de pessoas infectadas em Jaborandi foi o tema da reportagem com a secretária de Saúde, Rita da Silva Pereira, que confirmou que Jaborandi enfrenta uma epidemia da doença com 347 notificações, sendo 85 casos positivos e 231 em investigação. Estes dados são os mais recentes e foram contabilizados até a última segunda-feira, dia 13, segundo o setor de saúde.

A secretária atribuiu a diferença no número de casos, que considera não ser tão grande, aos pacientes que procuram o serviço de saúde particular (local ou regional) e não são incluídos na estatística do município.

Ela também informou que o município tomou todas as preocupações para o atendimento dos casos e que a epidemia vem cedendo nos últimos dias. Jaborandi já tem uma morte confirmada por dengue hemorrágica e outro óbito em investigação. Também existem suspeitas, aguardando confirmação do Instituo Adolfo Lutz, de pacientes que no período de 1 mês contraíram dengue duas vezes.

SUSPEITA DE H1N1

Uma criança, de 7 anos, está internada desde a semana passada na Santa Casa de Barretos com suspeita da gripe H1N1. A vacina, aplicada na campanha de vacinação que termina no dia 31, é a forma mais eficaz de evitar a doença. Acompanhe a entrevista a seguir.

O COLINENSE: Informações dão conta que a situação da dengue em Jaborandi está alarmante, inclusive que o número de casos e notificações divulgado não condiz com a realidade. Isso procede?

RITA PEREIRA: Sim a situação vem nos preocupando desde novembro de 2018. Os números de notificações no Estado de São Paulo cresceram 2.164% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2019, fato que demonstra que a epidemia de dengue vivida em Jaborandi não é isolada e sim faz parte de um contexto epidemiológico regional e estadual. Em relação às notificações tomamos todas as preocupações para que não houvesse subnotificação da doença, através da capacitação da equipe de enfermagem, tanto da rede municipal da atenção básica, quanto da enfermagem do Hospital Municipal – “Dr. Amadeu Pagliuso”, porta de entrada de urgências/emergências em nossa rede de saúde. Com intuito de melhorarmos esse serviço destacamos servidor exclusivo para o preenchimento da Ficha de Notificação no Pronto Atendimento Municipal e outro, exclusivamente, para o lançamento/alimentação do sistema SINAN ON LINE (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Evidentemente os pacientes que acessaram diretamente a rede particular, inclusive em outros municípios da região não fazem parte desta estatística.

O município enfrenta uma epidemia de dengue ou pandemia da doença?

Enfrentamos uma epidemia de dengue, que vem cedendo gradativamente há cerca de 10 dias.

Qual o número de casos positivos e notificações de acordo com a última atualização? Qual a data do último balanço?

Até a manhã desta segunda-feira (13/05) foram notificados 347 casos de dengue, sendo 85 casos confirmados, 231 em investigação, 13 inconclusivos e 18 descartados. Existe 01 óbito confirmado de 01 mulher de 43 anos e outro óbito em investigação de uma mulher de 51 anos.

Esses dados são computados no município ou repassados por algum órgão? Qual? De quem é a responsabilidade pela divulgação do número de casos?

Esses dados são alimentados no sistema SINAN ON LINE (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), cuja responsabilidade do preenchimento é da equipe da Vigilância Epidemiológica, que é supervisionada pela Secretaria Municipal de Saúde de Jaborandi.

Por que ocorre esta diferença entre os números divulgados de notificações/confirmações com a realidade?

Existe sim uma diferença, mas não é tão grande. Essa diferença acontece, como dito anteriormente, pelos pacientes que procuram diretamente o serviço de saúde particular local ou regional e que, portanto, não são notificados pela rede municipal de saúde.

Essa é a pior crise endêmica vivida pelo município? Por que a situação chegou a níveis tão críticos?

Posso falar pela minha gestão, quando assumi em agosto de 2014, é sim a pior crise endêmica vivida não só por Jaborandi, mas pela maior parte dos munícipios paulistas e de muitos outros estados da federação.

O número de atendimentos/dia por dengue no hospital já chegou a 50 casos e no pico acima de 70. Isso é um fato?

No auge da epidemia o pico de atendimento com suspeitas de dengue chegou a 50 casos/dia, porém aguardamos a confirmação via resultados do Instituto Adolfo Lutz, que é protocolo adotado a nível estadual.

A informação de que já foi confirmada a 3ª morte por dengue hemorrágica procede? Existem mais pacientes em estado grave internados? Quantos e onde?

Não procede. Até a manhã de segunda-feira (13/05) foram confirmados 01 óbito de uma mulher de 43 anos e está sob investigação outro óbito de uma mulher de 51 anos. Os pacientes graves são atendidos inicialmente no Pronto Atendimento Municipal do Hospital “Dr. Amadeu Pagliuso” e se a conduta médica indicar são transferidos, via regulação do SAMU Regional de Barretos, para a Santa Casa de Misericórdia de Barretos que é a referência regional para casos de maior complexidade.

Há informações de que há casos de que a mesma pessoa, no período de 1 mês, pegou dengue duas vezes. Isso de fato aconteceu?

Existem suspeitas, porém aguardando confirmação do Instituto Adolfo Lutz.

Em Jaborandi existem quantos tipos de vírus da dengue em circulação? Então é possível que a pessoa que já teve dengue contraia a doença novamente?

Na área de abrangência do Departamento Regional de Saúde V de Barretos (DRS-V) existem 02 tipos da dengue em circulação o que torna a população jaborandiense vulnerável, suscetível ao DENV2, sorotipo com circulação predominante neste ano.

A cada nova infecção a doença se agrava?

São ciclos e este ano houve sim o agravamento da doença.

O município já registrou casos de zika? Quantos?

Existe 01 notificação de zika, porém foi descartada pelo critério clínico-epidemiológico.

O que o município tem feito para combater essa onda crescente de casos?

Entre ações preventivas e de combate aos criadouros do Aedes aegypti destacamos a aplicação sistemática de inseticida e larvicida em bueiros, cacimbas, na lagoa de decantação de efluentes da SABESP, bem como em outros locais onde possa haver o acúmulo de água. Além destas ações, o DECEN (Departamento de Controle de Endemias) vem realizando no período noturno a nebulização com inseticida de ruas e avenidas do perímetro urbano, bem como em seringais na zona rural com foco no combate do mosquito transmissor já em sua forma alada. Além disso, os Agentes de Controle de Endemias, bem como Agentes Comunitários de Saúde tem percorrido, desde novembro do ano anterior todos os imóveis urbanos para a busca ativa de possíveis criadouros e sua respectiva eliminação.

O município já confirmou o primeiro caso de H1N1? Qual a data da confirmação? Foi feita por quem?

Não existe a confirmação oficial ainda por parte da Santa Casa de Misericórdia de Barretos e pelo GVE (Gerência de Vigilância Epidemiológica) com sede regional em Barretos – SP.

Qual o sexo e idade da paciente?

Se confirmada, será uma criança de 07 anos do sexo feminino.

Está internada desde que data? Onde?

Essa criança está internada na Santa Casa de Misericórdia de Barretos desde a semana passada.

Quais as medidas preventivas adotadas?

Campanhas educativas, divulgação da Campanha de Vacinação e busca ativa do público alvo determinado pelo Ministério da Saúde (MS).

Existe algum outro caso suspeito da gripe H1N1 na cidade?

Não até o presente momento.

Jaborandi já tinha registrado algum caso de gripe deste tipo ou esse é o primeiro caso?

Já registrou outros casos de gripe H1N1 em anos anteriores.

A vacina é a melhor forma de evitar a doença?

Sem duvida a vacina é eficaz imunologicamente em relação ao vírus H1N1.

Todas as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários devem ser vacinadas? Quais UBSs a campanha está sendo realizada?

Sim, pretendemos superar a meta pactuada pelo Ministério da Saúde para a vacinação contra gripe no público alvo. A vacinação ocorre no Centro de Saúde – III e na UBS – “João Paulo Pires da Silva”.


Postado em 18/05/2019
Por: A Redação
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