Colinense desaparecido é encontrado morto em área rural com tiro na cabeça

Família, inconformada com tanta violência, clama por justiça

Policiais civis e militares observam o trabalho da perícia no local onde o corpo foi encontrado, em uma região de brejo.

O desaparecimento de Laerte Izopp, de 53 anos, conhecido por “Branco”, terminou de forma trágica na tarde de sexta-feira, dia 17, quando o corpo foi encontrado numa área de brejo na zona rural de Colina. O homicídio, de forma brutal, chocou toda a cidade que acompanhou pelas redes sociais os inúmeros apelos desesperados da família, pedindo informações sobre o paradeiro do pai de família.

O sumiço aconteceu três dias antes, na terça-feira, dia 14, quando Laerte saiu de casa, na Rua 4 do Nosso Teto, por volta das 14h15. Esta foi a última vez que o comerciante foi visto com vida pela família que estranhou a demora e a falta de notícias, já que era costume sempre informar seu paradeiro para não deixar a esposa e filhas preocupadas. O assassinato também causou grande comoção porque além de muito conhecido, era considerado um homem trabalhador e pai de família que não merecia ter a vida interrompida de forma tão trágica e violenta.

Quando a esposa Maria Cristina chegou do trabalho, por volta das 19h, não encontrou Laerte e ligou no seu celular, mas ele não atendeu. Segundo a família, a última visualização das conversas de Laerte no celular aconteceu às 16h. A família então ligou para a polícia na noite do desaparecimento e na manhã de quarta-feira esteve na delegacia, onde foi registrada a ocorrência de desaparecimento. Os familiares, com a ajuda de muitos amigos, começaram a procurá-lo por conta própria e ir atrás de pistas que levassem até seu paradeiro. As buscas aconteceram todos os dias até de madrugada, inclusive em áreas de mata e canavial. 

A CRONOLOGIA DO CRIME

A família relatou à reportagem que Laerte saiu de casa para receber o dinheiro de duas motos que havia vendido, sendo que uma Honda XRE, branca e preta, já estava com o comprador há cerca de 40 dias, que teria pedido este prazo para o pagamento para descontar um cheque. No dia do desaparecimento Laerte foi com uma Biz, que também seria entregue ao mesmo comprador, que pagaria pelos dois veículos o valor de R$ 25 mil. O comprador ligou para Laerte mudando o local do pagamento, que primeiramente aconteceria numa agência bancária de Jaborandi. Os dois acabaram se encontrando num bar na Av. Luiz Lemos de Toledo, em Colina e indo para a casa do comprador na Rua José Antônio de Souza onde seria feito o pagamento. Laerte avisou a família que o comprador iria levá-lo para depositar o dinheiro no banco, onde nunca chegou. Segundo familiares, a conta dele também não teve nenhum saque. Informações extraoficiais dão conta de que Laerte teria entrado num carro preto após receber o dinheiro.

A família informou que Laerte sempre fez negócios de compra e venda de motos e que atualmente esse trabalho tinha se tornado seu ganha pão. Uma das filhas de Laerte disse que o pai sempre recebia o dinheiro das vendas no banco, sendo esta a primeira vez em que foi até a casa do comprador porque já havia feito negócios com ele em outras ocasiões.

DENÚNCIA LEVA POLÍCIA ATÉ O CORPO

Com o passar dos dias e a falta de pistas a família ficou ainda mais angustiada e desesperada. Segundo informações, na sexta-feira uma mulher ligou no telefone pessoal do policial militar Alcebíades revelando onde o corpo estaria. O sargento Hespanhol acompanhado de mais PMs estiveram no local, que fica na vicinal Renê Vaz de Almeida, entre Colina e Monte Azul, para checar a veracidade das informações. Os policiais dividiram-se e logo encontraram o corpo de Laerte numa área de brejo, de difícil acesso por conta da vegetação e por ser um local de baixada. A PM foi até a casa da vítima e comunicou a esposa Maria Cristina por volta das 15h30.  

A reportagem acompanhou as várias viaturas das Polícia Civil, Militar e Técnica que se dirigiram até a propriedade, que fica em frente à Fazenda Carro Queimado.  Após andar por alguns quilômetros em estrada de terra, fazer curvas e descer alguns metros os policiais chegaram a uma porteira verde, em frente a um canavial, que estava trancada com corrente e cadeado sendo necessário pular a porteira ou a cerca de arame farpado para chegar até o corpo, que apresentava sinais de sangue na cabeça e uma perfuração de bala no ouvido, provavelmente feita à queima-roupa, que aparentemente transpassou a cabeça saindo do outro lado. Próximo ao corpo também havia uma cova aberta cheia de água o que indica que os assassinos abriram o buraco para enterrar a vítima, mas como o pasto é um local de brejo a cova encheu de água, obrigando os bandidos a abandonarem o corpo ali mesmo.

O perito Rones e o fotógrafo Diego fizeram o exame pericial do local e do corpo enquanto a polícia averiguava o terreno próximo ao cadáver em busca de provas. O sargento Hespanhol também acompanhou a equipe da Polícia Técnica até a estrada onde havia algumas marcas de pneus. Alguns familiares da vítima também estiveram no local acompanhando o trabalho da polícia. Já era noite quando o local foi liberado à funerária para remoção do corpo, encaminhado ao IML de Barretos para a necropsia. Com o corpo só foi encontrada a aliança, os documentos e o celular desapareceram. 

O corpo chegou no velório às 7h de sábado onde permaneceu apenas por uma hora, sendo enterrado em seguida. O caixão também estava totalmente lacrado por conta do estado de decomposição.  Até o fechamento desta edição o laudo pericial, que irá apontar quando a morte ocorreu e se os criminosos mantiveram Laerte em cativeiro antes da execução, não havia sido divulgado.

A delegada Denise Polizelli disse que não iria se pronunciar a respeito dos fatos para não atrapalhar as investigações. Ela apenas informou que o comprador da moto prestou depoimento no domingo à noite na delegacia de Barretos.

Uma manifestação clamando por justiça também está sendo programada pela família, amigos e moradores do Nosso Teto para que o assassinato de Laerte Izopp não caia no esquecimento. “Vamos até o fim para que os culpados por este crime bárbaro sejam identificados e condenados”, desabafou a família que tenta retomar a rotina e encontrar forças para continuar a vida sem Laerte.

Laerte Izopp “Branco”.

Peritos e policial observam o corpo que foi deixado um pouco abaixo da cova que os assassinos começaram a escavar.

Já era noite quando o corpo foi colocado no caixão e levado para exames necroscópicos.

 


Postado em 25/05/2019
Por: A Redação
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