Hospital zera fila de cirurgias de ortopedia

Com novos médicos no corpo clínico, provedor revela intenção de prestar serviço a nível regional

Nova fachada do Hospital José Venãncio que ampliou atendimento ao público.

O Hospital José Venâncio conseguiu zerar a fila de pacientes com problemas ortopédicos que aguardavam pela cirurgia há muito tempo. O ortopedista Paulo Augusto Fontes, de Bebedouro, tem feito os procedimentos, semanalmente, colocando fim a longa espera que já durava pelo menos 4 anos.

A novidade foi anunciada pelo provedor Osny Paro que explicou que há mais cirurgias para serem realizadas, mas todas deste ano. As de anos anteriores foram colocadas em dia. “Qualquer cirurgia ortopédica custa de 8 a 10 mil reais e 90% de tudo que é feito é bancado pelo hospital, que também tem custeado o material. O SUS paga pelo procedimento”, explicou Osny que acrescentou: “desde 2017 já foram realizadas mais de 80 cirurgias de pequena e média complexidade, que não precisam de prótese e nem de UTI porque o hospital não está habilitado para estes casos”. Ele explicou também que em outras especialidades a demanda do hospital também é bem grande, mas a entidade ainda não conseguiu zerar a fila de cirurgias que dependem de outros fatores. Os procedimentos ortopédicos são mais simples.

A realização dos procedimentos, salas que se tornaram consultórios médicos e reestruturação de um espaço para a instalação de um novo aparelho de raio x, que deve chegar nos próximos dias, estão entre as novidades do hospital. “Temos muitas ideias e o objetivo é atender cada vez melhor a população. O que realizamos de convênio e particular é muito pouco, mas o dinheiro que sobra aplicamos no que é necessário. A população precisa acreditar porque estamos com uma equipe capacitada e com vontade de trabalhar”, salientou Paro.

NÃO BASTA AUMENTAR É PRECISO DIVERSIFICAR

Apesar do aumento do número de médicos, o provedor disse que é preciso diversificar as especialidades. “Tendo mais médicos o resultado é imediato. Isso fez com que o movimento crescesse. Muitos casos que antes eram encaminhados para Barretos estão sendo tratados aqui. A intenção é descentralizarmos Barretos que atende 18 cidades e quem sabe nos tornarmos um prestador de serviços a nível regional. Estamos buscando não só mais médicos para fazer parcerias, mas também recursos do governo. Temos recursos, já aprovados, que juntos somam R$ 170 mil para aquisição de um novo raio x, modernização do centro cirúrgico e novos equipamentos para o ambulatório, que foi totalmente revitalizado recentemente. A saúde em Colina melhorou muito com o aumento do número de médicos não só no hospital, como também nas Unidades Básicas de Saúde e Pronto Atendimento Municipal”, ressaltou Osny.

O provedor frisou ainda que, “o fluxo tem aumentado pelo gerenciamento e o apoio da prefeitura. Se não fossem os repasses de subvenções o hospital teria fechado há muito tempo. É através destes recursos que conseguimos manter o atendimento e funcionamento”.

O hospital também adquiriu um novo raio x. “Com a chegada deste aparelho teremos duas salas simultâneas que garantirão a realização dos exames caso um deles apresente defeito. Com mais de um aparelho se evita o problema da sobrecarga. O ambulatório também irá receber um novo aparelho que, além de automatizar e triplicar a capacidade de exames, possibilitará a realização de novos exames que ainda não são feitos e melhorar a precisão das análises”.

As internações também aumentaram e houve a necessidade da contratação de uma nutricionista para que todos os pacientes tenham uma dieta balanceada e de acordo com a prescrição médica. Também foi contratado um pintor mensalmente que tem feito a restauração da parte interna e externa do prédio, que é bem grande. A fachada foi modificada e instalado um toten no canteiro central em frente à entidade, que também ganhou banheiros para deficientes e uma sala exclusiva para avaliação médica das imagens reveladas pelo raio x.

MÉDICOS QUE ATENDEM NO HOSPITAL

Mais de 10 médicos estão atendendo no hospital e a intenção é que o número aumente. O cardiologista Rodrigo Serpa Sestito, de Catanduva, é um dos profissionais que atendem no hospital, tanto particular como pelo SUS. Ele trabalha na rede pública de saúde às quartas-feiras e também faz consultas particulares no hospital. Aos sábados atende e faz exames pelo SUS. “Estes exames que seriam feitos fora, agora estão sendo realizados aqui e pelo SUS, conforme a demanda da Secretaria de Saúde”, explicou o provedor.

O gastro e cirurgião Adalberto Shinohara (Barretos) atende os pacientes da rede pública às terças-feiras. Também tem o ginecologista Celso Brito (Barretos), que também é cirurgião. O hospital ainda tem mais seis ginecologistas que realizam partos pelo SUS e também particular se for necessário. O Dr. Paulo Fontes consulta os pacientes enviados pela rede pública e realiza as cirurgias de ortopedia às quintas-feiras. O oftalmologista Fernando Penna também tem realizado cirurgias de catarata particular. A nova diretora clínica do hospital, dra. Caroline Dias (clínica geral), atende na rede e, em breve, terá um consultório particular no hospital.

O provedor também agradeceu as doações de leite, produtos de higiene, alimentos, entre outras contribuições que chegam constantemente e têm ajudado bastante a entidade. Ele também agradeceu o Fundo Social de Solidariedade, através da equipe da costura, que tem confeccionado grande parte das roupas de cama.

O hospital zerou a fila de espera para cirurgias de pequena e média complexidade, que não necessitam de prótese e nem UTI.


Postado em 15/06/2019
Por: A Redação
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